Certa vez, quando a Lúcia, o pai e os seus sobrinhos — Joshua, África, Fé e Argemara — iam ao Zango visitar a avó Maria, perceberam que havia dois mosquitos dentro do carro. Um era gordinho e pesado, parecia ter acabado de sugar sangue. O outro era pequeno, leve e voava de um lado para o outro, muito atrevido.
Aproveitando o momento, a Lúcia explicou:
— Sabem o que é um mosquito? — perguntou ela.
— É aquele bichinho que pica e dói — respondeu a pequena África, muito segura, embora tenha apenas três anos.
— Isso mesmo — disse a Lúcia. — Mas alguns mosquitos, como o Anopheles, podem transmitir doenças perigosas, como a malária. Por isso devemos usar mosquiteiro, repelente e manter a casa limpa.
Enquanto os sobrinhos ouviam atentos, o mosquito pequeno continuava a fazer acrobacias no ar.
Dentro do carro, o mosquito pequeno, chamado Kito, voou até à mãe, que estava escondida debaixo do assento.
— Mamã, mamã! — disse ele, ofegante. — Cada vez que passo à frente deles, eles batem palmas. Acho que estão a aplaudir‑me. Devem pensar que sou um príncipe!
A mãe suspirou, cansada da ingenuidade do filho.
— Kito, meu filho, isso não são palmas de alegria. Eles estão a tentar acertar‑te. Fica aqui quieto comigo, debaixo do assento. É mais seguro.
Mas Kito era teimoso.
— Ah, mamã, deixa‑me só mais um voo. Eles gostam de mim, eu sinto!
E lá foi ele outra vez, ziguezagueando pelo carro.
De repente, num gesto rápido, a África deu uma palmada certeira:
— Apanhei!
O mosquito Kito ficou esmagado entre as suas mãozinhas.
A tia Lúcia pegou numa toalhinha húmida e limpou as mãos da sobrinha.
— Muito bem, África. Agora já podemos seguir viagem descansados — disse ela, sorrindo.
E assim, a família continuou o caminho até ao Zango, tranquila e sem a chatice do mosquito Kito.
