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domingo, 23 de março de 2025
AS CHALADICES DO "BEBÊ"
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025
Um "VIJU" NO DIA DOS NAMORADOS
(Extracto de "O relógio do Velho Trinta)
Ao chegar da viagem, no aeroporto internacional de Mwangope, uma inusitada conversa entre pai e filho atraiu a atenção de Satula que fazia contas para se desfazer, sem dinheiro, daquele recinto.
_ Pai! _ Chamou o rapaz, dez anos, mais ou menos. _ O papá não está a viajar à África do Sul por causa do seu cancro na próstata?
_ Sim filho. _ Respondeu Basílio de Melo. Sessenta anos, mais ou menos, e cabelo algodoado a embermar a pista encefálica.
_ E porquê que o papá disse ao senhor que nos saudou que tem sida, se o exame do médico diz cancro na próstata? _ Voltou a questionar o rapaz na sua inocência.
Encostado a uma parede, Satula magicava o futuro. A reflexão durante a viagem remeteu-o para um estreito desfiladeiro. “Um empresário sem urnas e, pior ainda, sem as galinhas de ovos de ouro que eram os clientes ricos da zona baixa de Mwangope”. Faminto e cansado, sentia o chão a fugir-lhe. Faltava-lhe energia para se reerguer e chegar à casa. Decidiu caminhar até se acoitar debaixo de uma árvore, das raras que enfeitavam as ruas da cidade. Fez as contas do troco no bolso e traçou o plano: “andar num azul-e-branco até à casa custa, até ao fim do percurso que separa o Aeroporto a Vila Nova, um total de $400.00, valor dividido por 4 trechos de igual valor”.
_ Tenho que me meter mesmo neste carro da kandonga, que me vejam e comentem. _ Afivelou em voz baixa.
Umas vendedeiras da zunga que o ouviram a desabafar tentaram pôr conversa fiada, apenas para entreter.
_ Como é que um tio desses, assim com barriga tipo boss, vai andar no “conta novela” [1]?
_ Hum! Deve ser só barriga de mentira. _ Disse outra para depois troçar: _ Tio compra já mebendazol e num fica só com barriga tipo és boss, afinal é ‘mbora bichas.
Satula não deu importância à falácia e seguiu o seu caminho, trocando prosas com um companheiro de desgraça até à paragem mais próxima dos machimbombos.
_ Epá! _ Disse ele para o homem ao seu lado esquerdo _ Isso agora parece que está mais p’ro inferno do que para a urbanidade!
_ Sim, meu camarada! É só ver como andam as pessoas nos carros. Todos ensardinhados e a engolir cada vez mais poeira levantada pelos veículos...
_ É mesmo! Isso anda maluco! E nós que estamos mais no interior do que na capital sofremos mais ainda.
_ Pois é. _ Replicou Kitomangombe, o seu interlocutor, que vivia ininterruptamente na capital. Porém, a semana de ausência no Nordeste, também lhe causava estranhezas.
_ E como é que vais à casa? _Perguntou ainda Kitomangombe.
_ Epá! Eu me desenrasco... De qualquer meio que aparecer. Kupapata[2] ou mesmo “avó chegou” [3], tudo serve. _ Respondeu Satula, sempre irónico.
Kitomangombe seguiu o caminho do Roda Ponteiro e Satula dirigiu-se a uma agência bancária que ladeava a estrada da Revolução Bolchevique. Estava decidido em alugar uma viatura particular caso conseguisse dinheiro. Pretendia chegar cedo à casa, onde os filhos e a amada o aguardavam esperançosos. Afinal era Dia dos Namorados.
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[1] Nome atribuído aos autocarros devido à lentidão e demora que levava os frequentadores a contarem a novela apresentada na Tv para evitar a fadiga.
[2] Motocicleta.
[3] Motorizada de três rodas; vulgarmente usada pelas idosas provenientes das lavras ou dos mercados, transportando mercadorias.
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Publicado pelo Jornal de Angola a 16.02.2025
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
O "PROSTÍBULO" DO ANDRÉ
Durante os anos 90, no coração da regedoria de Kuteka, havia um gaveto discreto entre duas alas do edifício da Kuditemo Lda., o maior fornecedor de kuribotices da época. Nesse canto esquecido, funcionava um serviço público modesto, quase clandestino, onde reinava uma máquina Konica — a famigerada fotocopiadora que, com seus ruídos metálicos e cheiro de toner, parecia ter vida própria.
Ali trabalhava André Kitongo, jovem culturista de 25 anos, cuja presença era tão aguardada quanto o café da manhã. As secretárias e o pessoal do expediente dirigiam-se a ele com uma mistura de respeito e urgência. Na sua ausência, deixavam os documentos por fotocopiar sobre uma velha mesa de madeira, marcada pelo tempo e pelos cantos lascados, acompanhados de recados em post it de todas as formas e cores: corações, tiras estreitas, tons quentes e frios, verdes-alface e amarelos desbotados. Com o tempo, André desenvolveu uma habilidade quase mística de identificar o remetente e a urgência apenas pela cor e formato do papel.
Na sala, além da Konica e da mesa, havia um sofá gasto, de estofos cansados, que durante anos acolheu as horas de descanso de André. Era ali que ele repousava entre uma cópia e outra, sonhando talvez com músculos maiores ou com os mistérios por trás dos recados que recebia.
André não descartava os post it. Guardava-os com zelo numa caixinha de papelão, onde cada bilhete era uma peça de um puzzle que só ele parecia entender. Alguns eram memoráveis:
“André, quero frente e trás. Jéssica.”“Querido André, hoje quero só de trás.” – Bela.“Andrezinho, hoje tens de fazer rapidinho. Quero duas de trás.” – Rosa.“André, sem demora, estou sem muito tempo. Quero de frente. Rápido...” – Andresa.
Com o tempo, o serviço foi transferido para outro local, por conta de obras de restauro. O gaveto ficou para trás, esquecido, como um segredo mal enterrado. A caixinha permaneceu ali, entre o pó e o silêncio, testemunha muda de uma rotina que já não existia.
Vieram os tempos de abandono. O edifício, outrora funcional, tornou-se abrigo de mendigos, vagabundos e mulheres da vida. O sofá, antes trono de André, virou leito de passagem. Alguns recados, curiosamente, foram materializados — não por André, mas por outros que ali encontraram refúgio e sentido nas palavras soltas.
Anos depois, chegaram os homens da empresa restauradora. Vasculhando os escombros, encontraram a velha mesa, o sofá desbotado e, por fim, a caixa de post it. Ao lerem os bilhetes, sem qualquer contexto, imaginaram histórias que não existiam, fantasias que não eram reais. E assim, entre risos e especulações, apelidaram aquele cubículo de “prostíbulo do André”.
Mal sabiam eles que ali se escondia apenas um capítulo singelo da burocracia de outrora — um lugar onde a rotina se escrevia em cores e onde cada recado era apenas um pedido de cópia, envolto em afecto, pressa e papel adesivo.
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
BEM-VINDO, CDA WELLCOME!
As lojas eram do povo. Os governantes também. Até os malucos tinham donos, os seus parentes que deles cuidavam e com eles se preocupavam. Havia malucos, mas não os víamos desnudados e famintos como agora. Para o acesso ao pão, faziam-se filas nos depósitos, mas os malucos também comiam.
sábado, 2 de novembro de 2024
A IMPORTÂNCIA DO HOMEM NAS VIDAS DE UMA MULHER
Domingo cinzento de um mês chuvoso. Tudo parecia andar preguiçoso: o cantar madrugador dos galos, o uivar matinal das lobas ciosas, o acordar das gentes cansadas da tonga semanal e o acumular das nuvens do céu ainda acinzentado, sem sol nem fundo azul. Apenas três vozes se ouviam na sanzala.
Registisso, Ignorisso e Esquecisso, contemporâneos desde a mukanda e feitos amigos para a vida, caminham em direcção à area em que fizeram lavras. É lá também onde se produz o Kanyome que afugenta o frio mais intenso de Cyapya Ndalu e transforma os homens reservados e silenciosos em falantes e filósofos momentâneos. Ignorisso é um deles. Sem esse aditivo, contam-se-lhe as palavras proferidas durante uma marcha conversante de hora e meia que abate seis quilómetros.
Naquele dia, a conversa era fiada. Registisso e Esquecisso, os que sempre tomavam a iniciativa, não teinham anunciado nada. Nadinha. Os primeiros duzentos metros, depois do ponto de encontro que foi a Escola do Povo, tinham sido de surdina colectiva. Apenas a respiração barulhenta de Ignorisso os fazia co mpanhia, até que, fazendo recurso à memória, Registisso abriu um dos capítulos de sua vida.
_ O meu pai morreu em 1982, aos 42 anos, de doença natural, cárdio-respiratória. É normal num contexto anormal em que vivíamos no início da década de 80. Talvez pela doença que o apoquentava, desde adolescente, não tinha uma estrutura corporal robusta e atraente. Viam-se-lhe os ossos e vezes há em que se lhe podiam contar as costelas desenhadas no corpo desnudado. Era, todavia, um homem dedicado e esforçado como bom trabalhador agrícola, caçador e pescador nos rios da região em que habitou. Era engenhoso. Criou peixe em um rio que não os possuía. Hábil na caça com cães. O que dele melhor se falava era a sua habilidade em levar carne para casa. Evitava tomar makyakya e não fumava. Já a minha mãe era o inverso na sua mocidade. Fumava em cachimbo (era princesa e atrevida). Como a nossa casota era pequena (redundância propositada), os seus desentendimentos rápidos chegavam aos meus atentos ouvidos. "Feio, pobre, etc." Lembro-me de ouvir estas e outras expressões que ele geria com elegância e muito silêncio.
Os dois amigos ouviam sem interromper. Algo comovidos. Algo ansiosos em ouvir a próxima nota, até que Esquecisso interrompeu.
_ E nunca os viste a lutar? Teu pai tinha paciência. Eu quando o sangue me ferve não admito abusos...
_ A vias-de-factos, terão chegado apenas uma vez, mas longe de meus olhos. Cheguei a tal conclusão porque ambos estavam arranhados.
_ E que achavas do teu pai, em relação à tia que era mais dada a trafulha? _ Questionou Ignorisso.
_ Aos meus olhos, o meu pai valia pouco perante a minha mãe que se gabava de possuir poder: poderio político, por ser princesa, e poderio económico, por ter parentes em Luanda que sempre a podiam auxiliar financeiramente em caso de alguma necessidade mais premente. Ele, era uma espécie de "cão-de-merda que não tinha onde morrer". Mas, era um bom pai. Carregava-me ao ombro eu para a escola e ele para a tonga. Queria ter um filho professor" que, depois, ensinasse as outras crianças a sair da escuridão. Ele sabia assinar, lia e escrevia as cartas de outros parentes da aldeia. Em contrapartida, a minha mãe, sobretudo depois de viúva, esforçou-se em criar os filhos. Com e sem marido exerceu poder, mas nunca chegou a ser homem. A masculinidade é doação única e divina!
À medida que a prosa de Registisso ganhava profundidade, a cadência do passo aumentava e o destino se encostava mais aos olhos. Nisso de visitar o guarda-memórias, Esquecisso também visitou as suas e trouxe ao conhecimento dos companheiros uma situação ainda recente.
_ Olhem! Vocês sabem que no mês passado estive na capital onde fomos nos despedir do irmão da minha ndona. Nas poucas vezes em que conversei como amigo com o meu recém-finado cunhado pude saber do sofrimento por que todos passamos em vida. A desvalorização por parte de quem decidimos caminhar juntos, mesmo nos entregando às causas até ao último esforço. O quê que somos aos olhos delas?
_ Somos meros "cão-de-merda", recebidos com reclamações, resmungos e bafos, atirando-nos ao "rosto" os nossos insucessos, mesmo nunca deixando de tentar o melhor. _ Responderam Registisso e Ignorisso que, desta vez, interagia como nunca.
Empolgado, Esquecisso continuou com as indagações.
_ Para que valemos mesmo? Vocês sabem?
_ Pra nada! _ Respondeu Registisso, complementando o amigo.
_ O que eu assisto é que os filhos já existem e alguns são grandes. A sexualidade abranda. Algumas vezes (quase sempre), na hora do "vamos ver", o indivíduo é recebido com reclamações, quando não são ataques e ou dislates. Que fazer?
_ Nada! _ Respondeu desta vez Ignorisso.
_ Volto à estória sobre os meus pais. _ Atirou Registisso. A minha mãe foi viúva por três vezes. Um individuo que morreu sem deixar história, o meu pai que morreu aos quarenta e dois anos, deixando quatro filhos e o sucedâneo de quem a minha mãe teve um filho. Amo a minha mãe como ninguém. Todavia, me pergunto até hoje:
O que faz os homens morrerem antes das mulheres, vocês sabem? _ Atirou provocante, sem, no entanto, dar tempo a respostas.
_ Nos dias que correm, a minha mãe não pára de elogiar o bom homem que foi o meu pai. Já lá se foram 42 anos. É a imagem que lega aos netos e às minhas irmãs mais novas que tiveram menos convívio com o papá. Fez a sua parte. Engoliu os sapos e sorveu igualmente a água do charco. Morreu herói. Talvez, um dia, sejamos também lembrados assim, como herói que foi vilão! Se calhar, tal como o meu pai, o teu finado cunhado tenha já sido transformado em querido e saudoso herói e nós, quiçá, no post-morten, venhamos a sê-lo também. Que acham?
Ignorisso e Esquecisso que o ladeavam estenderam os braços e o envolveram num abraço. Estavam já prestes a chegar ao alambique do Ensinisso, irmão mais novo de Ignorisso que estava a destilar kanyome para o seu alambamento.
_ Olha, mano Registisso, quem deve ouvir novamente a nossa conversa é esse miúdo que quer ter mulher, apontou o irmão mais velho, antes mesmo do kwata-kwata.
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Publicado pelo Jornal de Angola de 27.10.24
terça-feira, 1 de outubro de 2024
AS CHALADICES DO CHICO "PÉ DE MULETA"
_ Vão, mas escrevem o que vos disse, seus analfabetos. Vila é lá. Aqui é Kakungulu. Se querem se gabar que estiveram na vila é melhor amanhã pegarem mota e chegarem lá. Estão aqui os vossos tios que vieram da capital. Pedem já. Mota é só cem!
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Publicado pelo Jornal de Angola a 29 de Setembro de 2024.
quarta-feira, 11 de setembro de 2024
O ÚLTIMO POLÍCIA
A patrulha, transportada em turismo branco, estava parada na rotunda do Cemitério do Alto das Cruzes e abordava, aleatoriamente, viaturas que vinham do Largo do Ambiente e do Miramar em direcção ao Kinaxixe.
domingo, 11 de agosto de 2024
O KAMBWIJI DE 10 KG E OS 250 ANOS DA VELHA ROSÁRIA
A idosa na foto é a minha mana Maluvu-a-Kyoko ou Rosária Albano. Calculadamente, deve ter 80 ou mais uns anitos. Porém, diz que "se eu (narrador) tenho 50, ela não pode ter menos de 250 anos" e justifica que me viu a nascer quando ela já era mãe de uma kalumba.
quinta-feira, 25 de julho de 2024
AS KAPULANAS DE MAPUTO
O "sonho de avião" é antigo. A viagem no Boeing 737-700 da companhia "Bandeiras" é que é recente. O avião apresentava o interior limpo e arrumadinho, embora não lhe faltasse um dos 120 assentos a gemer sempre que o ocupante fizesse algum movimento mais impactante sobre ele.
quinta-feira, 6 de junho de 2024
KANYANGA LANÇA "A FALTA DE MOTIVAÇÃO E O IMPACTO NOS COLABORADORES"
“A Falta de Motivação e o Impacto nos Colaboradores: um estudo de caso no Ministério da Geologia e Minas” é o último livro publicado por Soberano Kanyanga, a 25 de Maio de 2024, durante o momento que marcou o seu aniversário natalício (organizado no espaço Kam&mesa).
Clique no segundo parágrafo e aceda ao conteúdo do estudo.
quarta-feira, 1 de maio de 2024
UM MIRAGE* SOBRE A GRUTA
O grupo de reconhecimento profundo tinha progredido no terreno durante o dia todo, entre atalhos, selva densa, asfalto e picadas. Tudo devia ser feito em segurança e máxima discrição para não serem vistos nem pela composição de três aparelhos circulantes, nem por eventuais sinais deixados na natureza como poeira e fumo.
A chuva, fugida de Luanda e instalada permanentemente no Kwandu nyi Kuvangu, revezava-se com curtos instantes de sol intenso que magoava as lentes oculares, tornando lenta a marcha que foi completada após penosas 14 horas. Paragem para abastecimento Logístico houve apenas uma durando não mais do que hora e pico.
Cansados, mas confortados pelo sucesso da parcela da missão, o grupo liderado pelo Comandante Jesus Cortex, teve outros desafios no terreno. Era preciso separar os integrantes em dois subgrupos e encontrar abrigos seguros para pernoitar que não denunciassem a presença deles nas margens do Rio Kwebe.
Conhecedor da área o Brigadeiro Cortex e o seu Estado-Maior, Major Buta, isolaram-se dos demais e estudaram minuciosamente o mapa topográfico da região. Analisaram, perante os olhos e ouvidos atentos do especialista em comunicação, as possíveis vulnerabilidades para intrusões e saídas inimigas, assim como as zonas de maior opacidade à penetração terrestre e observação aérea.
Havia uma kamunda com rochedos e uma gruta que podia servir de abrigo durante a noite. Um único desfiladeiro aberto por animais e caçadores conduzia ao local que atenderia os três dormitórios. Minas defensivas foram plantadas a 150, 100 e 50 metros no desfiladeiro para prevenir eventual penetração inimiga.
Encontrado o local, desfizeram as mochilas para retirar os mantimentos. Apenas parte delas. Era preciso atender o estómago que reclamava ração fria. Não foguearam.
_ Fazer fogo é dizer estamos aqui. _ Preveniu o Estado-Maior.
O Capitão Matoumorro, "Radista" como é conhecido entre os pares, encostado em um penhasco, conferia as mensagens recebidas do Comando Central e as repassava aos colegas, depois de devidamente descodificadas e filtradas.
_ Apenas os essenciais para a nossa missão. _ Alertou antes da distribuição.
A noite até podia ser tranquila. Pelo menos as "camas" eram, apesar daquele cheiro de excremento de canta-pedras que tagarelavam intermitentes por perto. Havia somente um senão. Um Mirage sobrevoava a o monte de tempo em tempo, obrigando-os a permanecerem em alerta e prontidão defensiva durante toda a noite.
Não houve confrontos, não! Porém, também não houve sono até que o Mirage foi abatido às 07h01 da manhã pluviosa. E chovia como nunca!
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*mosquito incómodo em quarto de hotel.
sexta-feira, 1 de março de 2024
TRAVESSURAS ESGOTADAS
Apesar de termos firmado contrato, não nos chegou nenhuma pecúnia. Alegra-nos, entretanto, saber que o livro foi/está a ser lido na outra margem do Atlântico.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
VIAGEM LITERÁRIA AO "MANONGO-NONGO" DE SOBERANO KANYANGA
Caracterizar um escritor com estilo multi-literário, caso nos seja permitido o uso do termo, não é uma tarefa fácil. Quando ainda nos deparamos com a universalidade das suas obras que nos guiam ao além da ciência e transmitem ensinamentos fecundos e visíveis.
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
IDEIAS REVOLUCIONÁRIAS DE MANGODINHO
A noite tinha sido chuvosa. Chuva grande com vento e trovoadas. Parecia que as montanhas mais próximas se iam encontrar e ensardinhar todas aquelas aldeias que se achavam no perímetro de Tumba Grande.
domingo, 31 de dezembro de 2023
PARA 2024
Lubolu&arredores é o mais recente livro de Soberano Kanyanga. Trata-se de um conjunto de crónicas reflexivas, dispostas de modo a oferecerem uma visão sobre Lubolu e zonas adjacentes. Lugares outrora de grande relevância, que já serviram de ponto de resistência, encontram-se hoje reflectidos na obra do autor, que lhes dá uma outra significação. Lubolu&Arredores vem para sugerir e fazer notar novos usos a dar às coisas nossas, uma revalorização aos nossos espaços, uma requalificação, por assim dizer.
Lubolu&Arredores é uma proposta de viagem aos outros cantos de Angola.
Um livro que propõe o exercício da ousadia para desvendar o país, reformá-lo e dá-lo aos angolanos e aos amantes dessa "mátria".












