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quinta-feira, 9 de abril de 2020
A ÚLTIMA LUTA DE PAULO KAMBANGELA
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
SOBERANO KANYANGA VOLTA À BNAP COM "INSTANTE NOSSO"
sábado, 1 de fevereiro de 2020
DIA D (XI)
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
GRANADA ENCRUSTADA (X)
Quando o grupo começou a se desintegrar em pequenos aglomerados de especialistas em qualquer coisa, sendo os líderes seguidos por curiosos e coleccionadores de afirmações alheias, eis que no meio da multidão surge um vozeirão:
-Aqui, há granada.
- O quê, chefe?! - indagou, com elevado espanto, um dos assistentes que tinha o corpo na mina e pensamento naquela enorme montanha plana que se fazia sobressair no meio dum mato desértico.
- Sim. Há granada no meio do mármore! - Clarificou o geólogo Ndandi.
- Granada que mata? Porra! Fujam. Pode explodir! - Gritou Ngandu, o ex-militar, tomando a dianteira dos pé-no-ngimbu.
Num abrir e fechar de olhos, a mina de mármore, calma em todos os dias de sua vida, tornou-se num corre-pr'aqui, corre-pr'ali, com homens e mulheres imitando cabras que se precipitam ante a presença de um felino.
-É mina que s'expludiu. - Açucarou Kuribota, uma senhora de falas largas, aumentando mais ainda a tensão.
- Bum!- Explosão foguenta e ensurdecedora.
- Wawéee?! Morri! - Um grito, mais um grito, mais outros. Pânico geral.
Um dos fugitivos, sem saber, arrastou o cordel detonador na exploração periférica que se dedicava à exploração de gness para pavimentação rodoviária.
O Ngandu, que de minuto a minuto se gabava "herói de muitas batalhas do tempo colonial e pós colonial", era um homem-pedaços borrifado por um misto de mijo e detritos alimentares.
Procuram-se ainda os fugitivos do "kibidi" e os que se decidiram, ali mesmo, se apresentar à contra-parte.
- Camarada terrorista, faz favor. Não me mata só. Apenas vim lhes acompanhar. Também fui raptado. Nunca andei com eles, nem sei o que é ser tropa. - Atirou dona Kuribota, prostrada ao vento, sentindo-se agarrada pelas costas.
Os espinhos duma árvore nua e sedenta impediram-na prosseguir o caminho da fuga, prendendo o seu largo casaco.
domingo, 1 de dezembro de 2019
BALÁZIOS NATALINOS (IX)
Kiteta era o anfitrião dos Sabalu e Súmbula, todos sobrinhos. Entre eles estava o Etelvino, afilhado do casal hospedeiro que decidiu passar a quadra natalina com a madrinha de quem era muito chegada.
Etelvino, na escola, pioneiro esperto. Primeiro nas perguntas e nas contas. tarefa ele sempre faz antes de ir para casa. Rapaz inteligente, olho aqui, outro olho ali, tirou as medidas da rua e do bairro. A madrinha entretida nos bolos e os padrinho na caneca. Jorravam vinho, gasosas, kisângwa, cerveja pomba branca, Havana Club e água-ardente bagaceira. Os homens estavam no desfrute. Etelvino foi medir a rua que estava larga, decorada com fitas que suspendiam tiras de papel, de dez em dez metros. Havia farra de canudo e gira-discos e alguns simbas com cassete dos kassav.
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
BAZUCA PERDIDA (VIII)
terça-feira, 1 de outubro de 2019
BALAS CRUZADAS: E AGORA? (VII)
domingo, 1 de setembro de 2019
TIROS MADRUGADORES EM NHUNDU (VI)
- Apenas? Você que nunca foi tropa de verdade diz apenas?
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
BALA PROVOCANTE (V)
O quintal se transformou em cacimba. Água a vazar, a inundar...
Por que será?
Lembra-se daquela bala que se enterrou no chão? Encontrou alojamento na conduta que atravessa o quintal...
... DESENVOLVER TEXTO...
segunda-feira, 1 de julho de 2019
"BALA PERDIDA" ESTÁ FORMADA (IV)
sábado, 1 de junho de 2019
DOIS PERDIDOS: E AGORA? (III)
- Meu pai, andou por cá, nos tempos da guerra de Mavinga e Kwitu Kwanavale. Deixou-me, talvez, na barriga de minha mãe e com as confusões que se seguiram, eles nunca mais se encontraram. Nem telefone havia, naquele tempo e ...carta também não tinha destino certo nem portador. - Narrou, acrescentando acreditar que tenha perecido nas refregas do 23 de Março de 1987 ou nas guerras que vieram depois da mini-paz de Maio de noventa. - Minha mãe conta que ele era destemido. Nome dele era Sabalu e era infanteiro. Nada mais sei sobre ele e mesmo que apareça pouco ou nada acresceria à minha pobre vida, pois até sou mais conhecido por "Sem Família", que na nossa língua nativa é Keci Mandumbu.
Fafá, a jovem, é de Luanda, entrou na casa dos dezoito e é filha de Pouca Sorte, o jornalista de mochila e arma.
Pouca Sorte e Sabalu eram primos. O HI-5 fê-los criar paixão um pelo outro, sem que soubessem do parentesco. Avançam ou param?
... DEDESENVOLVER TEXTO ...
quarta-feira, 1 de maio de 2019
BALA ESCONDIDA (II)
Pouca Sorte tinha preocupação em visitar alguém cujo ponto de encontro seria o local de culto. Ao meter o nariz no beco, a fumaça recordou-lhe tempos do Poeira, quando a camioneta da administração passava, tarde sim, tarde não, a distribuir o fumo mata mosquitos pelo museke.
- Xê, kandenges, quê isso, a esta hora? - procurou dissuadi-los daquilo que todos os papás repudiavam aos makwenze de então.
- Xê, wi! Cuidado com a boca. Tu não sabes quem sou eu. Se abrires mais essa mandíbula, vô te bondar e vô te cumprir.
- Xê?! O quê? Te duvido. Achas que sou civil ou quê. Vamos se cumprir. Ou melhor, eu te bondo primeiro e te cumpro, sô meu cão de merda.
Já não era o início da briga. Era mesmo o meio da confrontação verbal, da troca de argumentos e, sobretudo, de músculos e adereços que se achavam à cintura...
Pouca Sorte estava ali ocasionalmente. De passagem para o culto nocturno em sua comunidade religiosa de proximidade que os metodistas designam Classe. Ao passar pelo beco, dois kangonyeros aqueciam os motores com fogo de artifício.
- Pá, pá, pá, pá. - Estoiravam as sementes submetidas a fogo, seguidas de um "passa o mambo” que Matengó, outro transeunte, entendeu ser ordem para desmonta.
- Porra! - Gritou Matengó. - Sou kwemba e já vi muito sangue, mô ndenge. Noutras bandas já fatiguei muitos putos. Mas aqui, sei que são kandenges da banda.
- O quê, kota? Cuidado, vou te fatigá! - Atirou um dos mizangala, empunhando uma baioneta.
Matengó, mexicano puro, antigo craque no desmonta tia zaikô que se tornou pistoleiro na tropa, em Kahama, Kwamato e Xangongo. Só faltou-lhe entrar em Môngwa e Ndjiva. Matengó, mesmo desmobilizado, da greguice e da tropa, não deixava créditos em mãos de estagiários.
- Porra, pá. Filho de rameira! Vais me quê? Eu Matengó?!
Sacou da sua "esposa”, a "Tt” que se achava já com a patilha desguarnecida e fez dois balázios a queima roupa.
- Pum-pum (disparos). Mãos no ar, filho de meretriz! - Ordenou.
Um dos bandidos, que lyambavam no beco, pôs-se ao fresco. Teve tempo de pular umas aduelas e correr sem norte. Parecia ter sido atingido, mas o disparo de Matengó foi só de controlo. O outro que tentou torrar farinha com o kota estava banhado de mijo.
- Me balaziaste, kota. Só brinquei contigo e me fatigaste já? Assim mesmo está bom, mô kota da banda?! - Implorou.
Sem a argúcia que a lyamba e a baioneta lhe conferiam inicialmente, Nguma teve de entregar o corpo ao deleite de Matengó que era considerado em todo o bairro do México como "bom em porradar”.
Pouca Sorte viu tudo aquilo. Parecia um filme. Desistiu do culto e foi a correr à casa. Felizmente, aquela bala disparada por Matengó se escondeu na terra húmida do Beco 3 do Kaputu. Não estava perdida e não daria a reclamação futura de um ser vivente, senão da conduta de água ausente em que ela se alojou.
Veremos no que dará quando o SMAE, empresa que cuida do abeberamento, reabrir as torneiras!segunda-feira, 1 de abril de 2019
BALA PERDIDA (I)
Naquele tempo de guerra apertada, a comer carne humana como porco no farelo, ir às frentes de combate para ver de perto o "ngongo-ya-mona-a-dyala" não era coisa para qualquer um.
Bernardo Manuel, seu nome de bilhete, já tinha sido das BPV e ODP, antes de se alistar nas FAPLA onde foi "transferido" para o periodismo pelos instrutores cubanos. A sua curiosidade aguçada em obter os porquês e a forma suave como arrumava as respostas que obtinha pela observação e fala dos "kwemba" levaram-no à tal "pouca sorte".
Para uns, ser desviado de tropa para jornalista era sorte grande. Porém, para ele e parentes, "jornalista dos tropas é tropa". Por isso, diziam "Bernardo é um pouca sorte", nome que lhe ficou colado ate hoje.
Numa dessas idas às zonas quentes de refregas animalescas, conheceu Avança, uma jovem militar bonita de meter os inimigos a se olharem sem disparar. É pena que não tenha sido fotografada no auge da sua beleza militar.
Conheceram-se numa noite de reabastecimento e de palavra e garfada farta. Com o passar do tempo, nas selvas de Savate, Avança e Pouca Sorte foram trocando uns olhares mais compenetrantes que não se ficaram por ali, até que um dia os seus corpos se tocaram até provocarem uma explosão.
Passou tempo. Muito tempo mesmo sem que Pouca Sorte soubesse das consequências daquele acto bom, de que não se lembra mais se houve ou não intermediação láctica.
As guerras mortíferas terminaram. Felizmente. Chegou o facebook a recordar guerras passadas e reencontrar caras do passado.
Nessas idas ao desconhecido, enquanto dedilhava, encontrou um rosto que lhe fez recordar os nove dias de Savate.
- Essa cara não é estranha. - Vozeirou alto, entre garfo e copo com amigos.
Vasculhou as fotos. Era uma jovem nos seus 30 anos. Avança? Não pode ser. Terá agora 50 anos como eu. Mas a cara é muito parecida. Aguçou a curiosidade e alcançou o ciclo de amizades e as fotos familiares.
Encontrou a imagem de uma mulher fardada, carnes fartas a congestionarem o verde-cinza-malhado que chamava de "coreana". Saltou -lhe o coração.
- É ela. Avança. Deve ser mãe da moça. Só pode ser.
Abandonou o amistoso em que se encontrava com os amigos e foi à casa contar aos filhos o achado.
- Sabem quem descobri hoje?
- Não. Conta, papá. - Pediram os filhos.
Mostrou a foto da mulher-militar, aquilo que ele aconselhava que a filha do meio, a "Faz Tudo", fosse.
Repararam nos detalhes da senhora que em 1984 travava valentemente ventos de morte ao lado de homens que choravam ao sopro de bala.
- Era dama corajosa, papá. - Atestou Faz Tudo.
Encorajado, Pouca Sorte mergulhou nas fotos baixadas no perfil de Avança. Avançou mostrando uma a uma até aparecer a da jovem aparente filha de Avança.
- E essa, quem é, papá?
- Deve ser filha dela. Repara nos traços. A tez, as maçãs do rosto quando ri. Conheci bem a Avança...
- O papá já reparou nos olhos e no nariz da moça? Deve ser nossa irmã. - Faz Tudo desse-lo de forma tão convicta e séria que o coração de Pouca Sorte se aproximou à boca.
- Vossa irmã? Como assim?
- Repara bem, papá. Repara. - Insistiu Faz Tudo, a "Tropa de Casa", como também é carinhosamente tratada.
Pouca Sorte recuou no tempo. Vieram-lhe à memoria os nove dias de Savate e os 12 dias em Nancova, sempre próximos ele e Avança. Cada dia mais próximos avançando-se com Avança. Baixou a cabeça e balbuciou qualquer coisa.
- Só pode ser consequência de Bala Perdida!
sexta-feira, 1 de março de 2019
VULAMA DE 5 ANOS
Nas casas de "ciwnda", nos bairros da cidade e nas repartições publicas ou das poucas empresas privadas o ambiente friorento e de aproximação, quase que íntima, entre as pessoas, indistintamente do sexo, era o mesmo.
No aeroporto Deolinda Rodrigues, a conversa entre Lawa, Lamba e Walya, colegas de serviços distintos, era sobre pessoas que se instalavam na cidade fundada por Henrique Carvalho, sobre os emigrantes e sobre aqueles que, sendo "akwakwiza", findavam as suas missões de serviço àquela terra.
- Mwata Kamanga kaneza. - Disse Walya.
(O senhor Kamanga está a chegar)
- Sério? - Perguntou Lamba, quase admirada pelo que ouvira da amiga, pois o dito cujo era conhecido de ambas e se fazia ausente do seu convívio havia perto de cinco anos.
- Yá. Lhe vi mesmo com aquele chapéu dele que tem marca dele de fumar cachimbo.
- Mas veio, então pra voltar de novo e ficar ou veio só de visita?
A conversa entre Walya e Lamba ganhou o apimento de Lawa que entre elas fora a mais próxima do dito cujo com quem partilhava experiência profissional.
- Vocês sabiam que há "vulamisa" que actua de imediato, outro que faz um ano e ainda o que actua só depois de cinco? Há quanto tempo o mwata Kamanga deixou Sawlimbu? - Questionou Lamba às amigas.
- Quatro ou cinco anos. - Respondeu Lamba.
- Viram a kamala dele? Pessoa que viaja e que não tem mais casa aqui vem assim, só kamalita de mão? - Atirou novamente, provocadora, Walya.
- Também estou a achar um pouco estranho. Retorquiu Lamba Lyeza, acompanhada gestualmente por Walya.
- Pois é. Apontem só nos vossos corações. - Acresceu Lawa. - Assim mesmo que veio com essa kamalita é para ficar. Homem que lhe dão vulamisa de 5 anos, manda já comprar as coisas, e quando vem de volta ao sitio em que lhe amarraram o coração é tipo rapaz que sai de casa para ir jogar à bola. É só quedes nos pés e mais nada. Controlem agora em que casa vai entrar.
Lamba Lyeza e Walya Zoloka ficaram ainda a pensar no alcance da última tirada da amiga dos serviços de informação enquanto essa, cultora de conversas cabeludas, montou a sua mota-rápida, fazendo-se à cidade para seguir a viatura que transportava o tão famoso mwata. Pelo trajecto, Lawa ia anunciando às outras amigas, via sms, a notícia do dia.
- Mwata Kamanga kaneza. Lhe deram vulamisa de cinco anos. Lhe controlem onde vai entrar!
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
PESSOA MON'ADYALA Ô 'AMUHATU?
- Ove lá, ó preto! Quantas pessoas trouxeste?
Atónito, velho Kikundu, olhos apenas na palmatória com se se esborrachava as mãos dos sobas faltosos, nem mais atenção prestou á pergunta. Pensando ele que "Pessoa" fosse nome de alguém, e que se lhe tivessem perguntado onde estava o Pessoa, meteu-se aos prantos, temendo pela reprimenda.
- Pessoa nãe. Mona a dyala ô mona a muhatu? (Quem é Pessoa? É homem ou mulher?) - Indagou entre os seus, sem que resposta alguma lhe fosse também dada .
Bangão e maldoso, lá veio, de novo, o chefe de Posto.
- Ove lá ó preto! Não me consegues dizer quantos patrícios trouxeste sem que o verdugo do capataz te suba às costas?
E não se fez demorar o "grito" da palmatória para o choro inocente daquele homo angolensis.
Velho Kikundu foi devolvido à sua aldeia com as mãos inflamadas, enquanto os desafortunados aldeões levados à renda dos que já lá sofriam ano e meio seria recolhidos para uma "tonga" onde o chicote assobiava de hora em hora em costas nuas, onde a sede se escondia medrosa no suor do labor e onde o peixe e fuba podres eram luxo na hora da fome.
Noutro dia, já na tonga, a empreitada era escavar uma montanha para nela fazer passar o tractor. Homens "destratados" foram mobilizados. A fila chegava a meio quilômetro. Maior mobilização, para uma só tarefa não havia, registo. Sete dias era o tempo expectado pelo patrão-aldrabão. Fuba: um saco. Feijão, meio saco. Peixe seco do Tômbwa: Meia caixa.
Capataz recebeu sem reclamar. No terreno, dia e meio, racção minguou... Quem vai pedir reforço?
- Vai o capataz. - Disseram todos.
- Nem que me matem.- Retorquiu ele receoso da brutamontisse daquele colono branco.
Um jovem, dezanove anos na imaginação do narrador. Saiu do fundo e colocou-se a diante.
- Ki kapataji ketele, eme ngyako (se o capataz não quer eu vou falar com o branco)!
- Eye, wiñana iki (você, um simples macaco no entendimento do branco?)
- Ngyako.- Insistiu disposto.
Uns já afiavam catanas e flechas para suprir a carência com recolecção. Vida humana emprestada a meros viventes, abaixo de javali.
Katako, de sua graça, lá se meteu a caminho da residência senhoril.
- Ses(s)a, phatalá! Nzangi yeli eji njila ijikuka mas subha é pocu!
(Dê-me licença patrão. A malta mandou transmitir que o caminho será aberto mais a fuba é pouca).
O patrão, nem uma nem duas. ficou-se pelo "diga-lá/repita-lá".
Katako, letra a letra, a mesma mensagem com a mesma entoação e vigor.
- Ó criado?! - Chamou Costa Curta ao doméstico embrenhado em tarefas domiciliares para interpretar e traduzir no seu "Pretuguês".
- Faló assi: caminho estó abrir, mas fuba co pexi nú chegó.
Hora depois, voltava Katako acompanhado de um serviçal, carregando reforço alimentar. Foi alí mesmo, e sem mais anuência do patrão, elevado à categoria de capataz. O medrica teve de se entregar à fúria dos jacarés no rio Longa.