De repente, ouviu-se um resmungo. A outra
sobrinha da Lúcia, Argemara, estava sentada, visivelmente agitada, puxando as
suas próprias tranças com força.
— Oh, oh, Argemara! Porque estás a
maltratar as tuas tranças tão lindas? — disse Lúcia, aproximando-se.
A bebé olhou para ela com olhos lacrimosos, embaraçada com os próprios cabelos.
—Deixa a tia ajudar. As tranças são como
cordas de embalar, não se puxam, acarinham-se — falou Lúcia em voz suave,
enquanto desembaraçava com cuidado os fios de cabelo de Argemara.
—Pronto. Agora estão perfeitas. Ficas tão bonita com as tuas tranças a brilhar ao sol.
Argemara parou de chorar e tocou na cabeça, sentindo o penteado arrumado, e soltou uma gargalhada.

Sem comentários:
Enviar um comentário