terça-feira, 16 de junho de 2026

AS TRANÇAS DA ARGEMARA

De repente, ouviu-se um resmungo. A outra sobrinha da Lúcia, Argemara, estava sentada, visivelmente agitada, puxando as suas próprias tranças com força.

— Oh, oh, Argemara! Porque estás a maltratar as tuas tranças tão lindas? — disse Lúcia, aproximando-se.

A bebé olhou para ela com olhos lacrimosos, embaraçada com os próprios cabelos.

—Deixa a tia ajudar. As tranças são como cordas de embalar, não se puxam, acarinham-se — falou Lúcia em voz suave, enquanto desembaraçava com cuidado os fios de cabelo de Argemara.

—Pronto. Agora estão perfeitas. Ficas tão bonita com as tuas tranças a brilhar ao sol. 

Argemara parou de chorar e tocou na cabeça, sentindo o penteado arrumado, e soltou uma gargalhada.

 

 

 

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